Magoam-me as pequenas coisas. Ainda que exercidas ao abrigo da lei do silêncio. Não consigo disfarçar a mágoa nas ninharias. São, absurdamente, as que mais facilmente me conseguem derrubar.
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A menina pó de arroz,Nascida à beira do mar
Com o oceano nos olhos
E com sorrisos de lua
Nos seus lábios pequeninos
Que nunca ninguém beijou,
A menina pó de arroz,
Com seus cabelos de cobre
Onde o vento vem brincar,
Assoma à sua janela
P'ra ver a noite estrelada,
Para ouvir os sons da noite,
Para beber o luarPara ter em suas mãos
Macias, longas e brancas,
A noite tépida e branda,
A velha noite calada.
A menina pó de arroz,
Que por uma abreviatura
Do seu nome arrevesado
É chamada entre família
Por um nome miudinho
De marca de pó de arroz,
Com seu corpinho de fada
Que saiu de alguma fonte
Que há pouco perdeu o encanto,
Com a cabeça nas mãos,
Enquanto na casa dormem,
Veio pôr-se na janela
Para que a noite a beIjasse.
A menina pó de arroz
Estará enamorada?
António Rebordão Navarro
As Três Meninas e Outros Poemas
Das 25 páginas da tua vida, a maior alegria que me deste foi poder escrever com a minha letra algumas dessas linhas.
Parabéns Ana da Tarte.

Alguns ainda se iludem com adocicar o corpo,
fazem-no em pânico
ignorantes do fermento que é para a alma,
ficam gordos
preparados para serem despojados das carnes que inutilizaram,
e já os junto à terra como se evadidos para o pó,
a criarem esperanças parvas nos outros.
Valter Hugo Mãe
Para vos engordar a
Útero