
Depois de vários EPs com inspiração na house e fama conquistada nos meios da electrónica de dança (fez “remixes” de Femi Kuti, Air, Luke Vibert e Vanessa Paradis, por exemplo), eis que o francês Jackson Fougeraud surge com o seu primeiro álbum, resultado de um trabalho de quatro anos. Descolado já daquele género, a música que nos apresenta em “Smash” integra elementos de funk (é um admirador confesso dos Funkadelic), soul, electro-pop e techno, recorrendo a técnicas de “cut and paste” que lembram os Prefuse do início, com uma frescura e uma inventividade que já não são muito comuns nos domínios da “club music”. É, de qualquer modo, a postura do “produtor” que Fougeraud assume por inteiro, na linha instituída pelas práticas digitais que convidam ao movimento dos corpos. O que quer dizer que a Computer Band indicada pelo nome do projecto não existe verdadeiramente; a banda é o próprio computador, alimentado por samples de mil e uma músicas do circuito comercial, quer as reconheçamos ou não.
O músico parisience prefere definir o que aqui ouvimos como uma “orgia de estilos” e uma “celebração psicadélica do conflito”...

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